- Detalhes:
- Um fanzine-objeto onde o papel se torna espaço.
Dobras e recortes constroem planos que se abrem,
criando vazios, passagens e enquadramentos.
Cada página funciona como uma pequena arquitetura, ativada pelo gesto de folhear e pelo movimento do olhar.
A luz atravessa o objeto, projetando sombras e revelando profundidades.
O cheio e o vazio dialogam, e a forma completa-se na relação com o espaço envolvente.
A leitura é sempre variável, dependente do ponto de vista, do tempo e da incidência da luz.
Enquanto dispositivo pedagógico, a fanzine propõe uma experiência sensível do espaço, da luz e da
perceção. A luz é entendida como matéria visual, capaz de transformar a forma e de alterar a leitura do
objeto. O trabalho com recortes e sobreposições permite explorar conceitos como transparência,
opacidade, contraste e ritmo, bem como a passagem do plano ao volume. O objeto convida à observação
atenta, à experimentação e à construção consciente do olhar, afirmando a prática artística como um
espaço de descoberta e reflexão.